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segunda-feira, maio 21, 2012

Carvoaria Brasil

“O governo é mais lento que jabuti”

' A frase dita pelo líder indígena Edilson Krakati, no encerramento da audiência publica da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, foi um ponto convergente na fala dos presentes.

A audiência foi convocada pelo Deputado Bira do Pindaré (PT) a pedido do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) para tratar da regularização e demarcação dos territórios Governador e Awá.

O cacique Tatu´xia Awa, que teve sua fala traduzida pela representante do CIMI, disse “Nossas terras estão sendo destruídas por madeireiros e invasores, as matas estão acabando, o que nós vamos comer? Nos não somos compradores de comida. Dependemos da mata para sobreviver. Por que os brancos demoram tanto para ler os papéis?”

As lideranças indígenas também denunciaram que sofreram atentados de morte por terem denunciado a ação ilegal de madeireiros na região. “Deram um tiro, mas não pegou. Tenho medo de morrer, pois tenho filhos para criar. O governo precisa garantir nossa segurança”, disse Cipriano Gavião, da Terra Indígena Governador.'


domingo, dezembro 25, 2011

Organiza o Natal

Carlos Drummond de Andrade

“Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon —sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso.

A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.”


sexta-feira, dezembro 02, 2011

Anoitecer em Outubro



A noite cai, chove manso lá fora
meu gato dorme
enrodilhado
na cadeira
Num dia qualquer
não existirá mais
nenhum de nós dois
para ouvir
nesta sala
a chuva que eventualmente caia
sobre as calçadas da rua Duvivier

 (Ferreira Gullar)

terça-feira, agosto 16, 2011

quarta-feira, junho 08, 2011

domingo, abril 17, 2011

Colhe o dia, porque És Ele

Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.

Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa




Fonte: O Citador

segunda-feira, abril 04, 2011

Pare Angra III


Pare Angra III | Greenpeace Brasil


O governo brasileiro planeja construir a usina nuclear Angra III e mais sete novas usinas nucleares nos próximos 20 anos. Mesmo após os acidentes nucleares no Japão, Odair Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Atômica, declarou que irá apenas rever as normas de licenciamento de nossas usinas. Ou seja, o projeto de construir Angra III continua.

Diante disto, o Greenpeace decidiu pedir à Justiça a suspensão da licença de operação concedida à Angra III em 2010. Assine esta petição e peça à presidente Dilma que pare Angra III.




Fonte: Greenpeace



sábado, fevereiro 26, 2011

A Possibilidade de uma Ilha

Minha vida, minha vida, minha muito ancestral
Mal cumprido o meu primeiro voto
Repudiado o meu primeiro amor,
Precisei do teu retorno.

Precisei de conhecer
O que a vida tem de melhor,
Quando dois corpos brincam com a felicidade
E se unem e renascem sem fim.

Dominado por uma dependência total,
Sei o estremecimento do ser
A hesitação em desaparecer,
O sol que incide de través

E o amor, onde tudo é fácil,
Onde tudo é dado no momento;
Existe no meio do tempo
A possibilidade de uma ilha.

Michel Houellebecq, in "A Possibilidade de uma Ilha"




Fonte: Citador

domingo, outubro 24, 2010

TEDˣUSP - Marcelo Estraviz (Teia da Terra Toda)

O que é TEDˣ

x = evento organizado de forma independente

No espírito das ideias que merecem ser espalhadas, o TEDˣ é um programa de eventos locais sem fins lucrativos, organizados de forma independente, que reúne pessoas para dividir uma experiência ao estilo TED. Num evento TEDˣ, TEDTalks gravados em vídeo e palestrantes ao vivo combinam-se para acender uma profunda discussão e conexão e um pequeno grupo. Estes eventos locais e auto-organizados recebem o selo TEDˣ, onde x = evento TED organizado de forma independente. A Conferência TED provê uma linha comum para o programa TEDˣ, mas eventos TEDˣ individuais são auto-organizados.




Fonte

quinta-feira, agosto 19, 2010

Pai e mãe




Estratégia governista de tratar política como vida familiar não é republicana e ajuda a encobrir candidata que ninguém conhece

"O Brasil amadureceu. Não precisa ser uma sociedade infantilizada. Querem infantilizar os brasileiros com essa história de pai e mãe", disse a candidata Marina Silva no debate Folha/UOL, que reuniu ontem os três candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.
Um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco oferecera, na véspera, mais um exemplo daquilo que a postulante do PV, com acerto, criticava. "A palavra não é governar", anunciou, ao repisar o tema. "A palavra é cuidar. Eu quero ganhar as eleições para cuidar do meu povo como uma mãe cuida do seu filho."
Em ato falho, a frase condensa o presidente e a candidatura por ele inventada. Dilma Rousseff "c'est moi", admite afinal o petista. "Mãe" e "pai" dos brasileiros se fundem na mesma figura mistificadora. A declaração revela mais do que o entendimento de Lula sobre o processo sucessório. A apresentação da política em termos característicos das relações privadas e familiares termina por desvirtuá-la, ao negar o caráter igualitário da esfera pública.
O princípio de igualdade entre os cidadãos deve valer também para seus dirigentes, escolhidos pelo voto. Não pode haver relação hierárquica, do ponto de vista político, entre o mandatário de turno e o conjunto de eleitores. Compete a todos obedecer apenas às leis.
A figura paterna, ao contrário, pressupõe uma relação de superioridade com os filhos. Os laços cordiais, de afeto e de "cuidado" contidos na imagem proposta por Lula mal disfarçam a herança patrimonial e autoritária da política brasileira. A metáfora ecoa a tutela populista exercida sobre as massas recém chegadas à cidade em meados do século passado. Contradiz os princípios impessoais republicanos. Faz pouco do cidadão - que não precisa de atenções paternais ou maternais, mas de respeito a seus direitos.
O discurso retrógrado e conservador serve muito bem às circunstâncias fabricadas por Lula. Induz a uma avaliação da candidatura de Dilma por critérios outros que não os da vida pública.
Nesse terreno a postulante governista é um enigma. É provável, como querem os petistas, que não lhe falte competência gerencial. Não se sabe, no entanto, como se comportará na eventualidade de ser eleita para ocupar o mais alto posto da República.
Mesmo Jânio Quadros e Fernando Collor, que chegaram ao poder máximo de forma fulminante, haviam sido antes prefeitos, governadores e parlamentares. A ex-ministra da Casa Civil jamais disputou eleição, não exerceu nenhum mandato, nunca foi submetida ao escrutínio público. Até Lula admite tê-la conhecido há apenas oito anos. Em caso de vitória, excetuados os presidentes da ditadura militar, ninguém como ela terá chegado ao ápice sendo tão pouco conhecido e testado.
São fragilidades como essa - alarmante, quando estamos na iminência de uma campanha sumária de estilo consagratório - que a xaropada sentimental dos publicitários procura ocultar. Cumpre à imprensa independente, às associações da sociedade civil que procuram influenciar o processo eleitoral e a cada cidadão levantar o véu da fantasia.



domingo, junho 13, 2010

LFVeríssimo: As noites de luar








13 de junho de 2010 | 0h 00



          Luis Fernando Verissimo - O Estado de S.Paulo

Uma guerra nuclear. Você é o único sobrevivente. Ou uma epidemia mundial: só você se salva. E aí?
- Aí, depende,
- Depende do quê?
- Depende de onde eu estaria, por exemplo.
- Uma cidade grande. Qualquer cidade grande.
- Só eu? Mais ninguém?
- Só você.
- Bichos?
- Nenhuma forma de vida. Só você. E então?
- Então, depende.
- Do quê?
- Teria eletricidade, por exemplo? Pra conservar os alimentos? Ou eu viveria só de não-perecíveis?
- Sem eletricidade. Sem luz. Sem aquecimento. Sem comida congelada. Sem gás.
- Quer dizer que eu teria que fazer fogo esfregando um pauzinho no outro?
- Ou entrando em supermercados e pegando caixas de fósforos.
- É mesmo! Eu poderia entrar onde quisesse e pegar o que eu quisesse, sem pagar e sem disparar o alarme na saída!
- Exato. E sem ser gravado pelas câmeras de segurança.
- Dando bananas para as câmeras de segurança!
- Isso.
- E atravessando a rua fora da faixa!
- Também.
- Estou começando a gostar. Mas vem cá, eu estaria completamente sozinho?
- Completamente.
- Sem nem um cachorro? Naquele filme do Will Smith ele tinha um cachorro.
- Sem nem um cachorro.
- Mulher, então...
- Nem pensar.
- Pode ser feia. Numa situação destas, não se escolhe.
- Nem pensar. Em compensação, você poderia andar na rua à vontade. Entrar em restaurantes finos só de cueca...
- Uma coisa que eu sempre quis fazer.
- Fazer xixi a céu aberto, onde desse vontade. Até em estátua de general.
- Bacana...
- Você seria inteiramente livre.
- Mas solitário.
- Mas livre. Nossos limites são os outros. Você viveria sem os outros. Portanto sem limites. Livre.
- Como o Robinson Crusoe na sua ilha?.
- Um Robinson Crusoe sem o Sexta-Feira e com um suprimento inesgotável de fósforos. Exato.
- Como Adão no paraíso.
- Perfeito. Um Adão sem nenhuma perspectiva de Eva. Primeiro e único.
- E as noites de luar?
- O quê?
- E as noites de luar?
- O que que tem as noites de luar?
- Eu iria compartilhá-las com quem?
- Está bem. Esquece. Eu estou lhe oferecendo a liberdade de um mundo vazio, de um paraíso restaurado, e você vem com pieguice. Esquece.
- Só o que me faltaria seria poder comentar as noites de luar. Um par de ouvidos para me ouvir, de um par de olhos compreensivos para concordar comigo. Só.
- Está bem, está bem. Você pode ter um cachorro.


sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Semana Santa no Centro Lothlorien





A Semana Santa é uma tradição religiosa do Cristianismo que celebra
a Paixão, a Morte e a Ressureição do Cristo.

Aproveitaremos esta época para trabalharmos conteúdos
relacionados aos ciclos de morte e renascimento em nossas vidas.

Convidamos você a fazer parte deste momento,
onde estes conteúdos serão elaborados com leveza, profundidade e integridade.

Serão utilizados recursos das Danças Circulares, da Biossintese, dos mitos e símbolos Junguianos,
ao mesmo tempo em que contaremos com a natureza exuberante do Vale do Capão.

"A RODA DA VIDA", acontecerá em Lothlorien,
nos dias 02,03 e 04/04/10.

Lembramos que as vagas são limitadas.

Informações e inscrições com Marta, através do e-mail martalucia.eventos@hotmail.com
e dos telefones: (71) 9998-1290 / (71) 8820-4369 / (71) 3345-4369

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Marina 2010

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quinta-feira, novembro 19, 2009

Agonia

Copy&Paste: Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais

Floresta Atlântica continua encolhendo

O Bioma Mata Atlântica, presente em 17 estados brasileiros, é considerado patrimônio nacional pela Constituição federal. Em 1500, cobria 15% do território nacional, ocupando cerca de 1,3 milhão de km². Hoje, seus remanescentes de florestas bem conservados estão reduzidos a cerca de 7,91% da cobertura florestal original.

A Mata Atlântica tem uma biodiversidade oito vezes maior do que a da Amazônia, constituindo- se num dos últimos refúgios para a fauna e a flora, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Tem importância vital por seus serviços ambientais relacionados à produção e à conservação dos recursos hídricos e ao equilíbrio climático. Na sua área, é gerado 70% do Produto Interno Bruto.

Nessa extensa área, vivem atualmente cerca de 61% da população brasileira, ou seja, com base no Censo Populacional



2007 do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nessa extensa área, vivem atualmente cerca de 61% da população brasileira, ou seja, com base no Censo Populacional 2007 do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são mais de 112 milhões de habitantes em 3.222 municípios, que correspondem a 58% dos existentes no Brasil.

O desmatamento deste importante bioma continua em ritmo acelerado. É o que informa o novo “Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, organizado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgado no dia 26 de maio. Entre 2005 e 2008, período levado em consideração no estudo, 102.938 hectares de vegetação nativa foram derrubados em dez dos dezessete estados que recebem este tipo de ecossistema: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eles contabilizavam 93% da formação original da floresta.

Apesar de cada vez menor, a Mata Atlântica perdeu árvores em número equivalente ao constatado no último Atlas (que analisou o período entre 2000 e 2005): cerca de 34 mil hectares por ano. Ou seja, pelo visto, nenhuma política pública foi tomada para resolver o imbróglio. O posto de estado campeão do desmatamento, desta vez, ficou com Minas Gerais, responsável por acabar com quase 33 mil hectares nos três anos. Originalmente, o bioma cobria 46% daquele estado, hoje, a conta sequer bate os 10%. Logo em seguida, estão Santa Catarina e Bahia. De acordo com o Atlas, o estado de Santa Catarina tem hoje dois milhões de hectares de mata preservada, o equivalente a 22% da cobertura original.

A atualização do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica considerou os novos limites do Bioma Mata Atlântica tendo como base o Mapa da Área da Aplicação da Lei nº 11.428 de 2006, publicada pelo IBGE (2008) e divulgado no começo de 2009. A área do bioma diminuiu e passou a abranger a extensão de 1.315.460 km2. A utilização dos novos limites da Mata Atlântica implicou na mudança da área total, da área de cada Estado, do total de municípios e a porcentagem de Mata Atlântica e de remanescentes em cada uma destas localidades.

O total de 102.938 hectares desmatados nos 10 Estados avaliados mantém a média anual de 34.121 hectares de desflorestamento/ano, bem próximo da média anual identificada no período de 2000-2005, que foi de 34.965 hectares de desflorestamento/ano. Deste total, 59 ocorrências são áreas acima de 100 hectares, que totalizaram 11.276 hectares, e 76% foram desflorestamentos menores que 10 hectares.

Quatro décadas é o tempo que resta de vida para a Mata Atlântica se o atual ritmo de destruição for mantido na média de 34 mil hectares ao ano derrubados desde 2000. Nessa velocidade, a floresta tem data para acabar: 2050.
Os Estados mais críticos são Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, que perderam, nos últimos três anos, 32.728 ha, 25.953 ha e 24.148 ha, respectivamente. Somam-se a esse total desflorestamentos na ordem de 9.978 hectares no Estado do Paraná, 3.117 hectares no Rio Grande do Sul, 2.455 hectares em São Paulo, 2.215 no Mato Grosso do Sul, 1.039 hectares no Rio de Janeiro, 733 hectares em Goiás e 573 hectares no Espírito Santo.

Minas Gerais possuía, originalmente, 27.235.854 ha de Mata Atlântica, que cobriam 46% de seu território; pelo levantamento, restam apenas 9,68%. Já Santa Catarina, que está 100% inserido no Bioma, tem 23,29% de floresta, e a Bahia, com 33% do território na Mata Atlântica, ou 18.875.099 ha, tem hoje apenas 8,80% de floresta.

As informações divulgadas no dia 26 de maio mostram também dados do desmatamento da Mata Atlântica por municípios dos dez Estados analisados no período de 2005-2008, e apontam que Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC), Bom Jesus da Lapa, Cândido Sales e Vitória da Conquista (BA) foram os municípios que mais perderam cobertura nativa no período de 2005-2008.

As informações atuais mostram que a área original do Bioma está reduzida a 7,91%, ou 102.012 km2. Este número totaliza os fragmentos acima de 100 hectares, ou 1 km2, e têm como base remanescentes florestais de 16 dos 17 Estados onde ocorre (AL, PE, SE, RN, CE, PB, BA, GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC e RS), que totalizam 128.898.971 hectares.

Dos 232.939 fragmentos florestais acima de 3 hectares existentes na Mata Atlântica, apenas 18.397 são maiores que cem hectares. “A fragmentação cada vez maior no bioma e a pressão das cidades sobre a floresta reforçam a importância da conscientização das pessoas e dos esforços na restauração florestal. Devido à extrema fragmentação de alguns trechos, principalmente nas regiões interioranas, a interligação entre as florestas nativas torna-se primordial para garantir a proteção da biodiversidade, da água e do clima nestas regiões”, explica Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica. Somados todos os fragmentos florestais acima de 3 hectares, têm-se hoje 147.018 km2, ou 11,41% de cobertura vegetal nativa.

O "Atlas dos remanescentes florestais e ecossistemas associados do Bioma Mata Atlântica editado abrangendo os seguintes períodos: 1985-1990, 1990-1995, 1995-2000, 2000-2005, 2005-2008", sendo desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Ironicamente, no mesmo dia em que a SOS divulgou os resultados do Novo Atlas (26 de maio), a Unesco também aprovou a ampliação da reserva da biosfera da mata atlântica (Fase IV), que integra a Rede Mundial de Reservas da Biosfera (RMBR). A RMBR totaliza 533 reservas, espalhadas por 106 países.

Confira aqui o novo atlas de remanescentes da Mata Atlântica (5,5 Mb / PDF)





sábado, outubro 24, 2009

Palden Dorje ( Ram Bahadur Bomjan )




Wiki
Official Site of Palden Dorje
Information Site on Palden Dorje




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