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" Toda a instituição passa por três estágios - utilidade, privilégio e abuso" François Chateaubriand



Domingo, Abril 27, 2008

Eu quero um HTC TyTN II :)










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HTC inaugura primeiro estande de produtos no país

O Globo

RIO - A fabricante asiática de eletrônicos HTC inaugurou, em São Paulo, seu primeiro estande demonstrativo de produtos, localizado no Shopping Centro Empresarial Nações Unidas. O primeiro projeto SIS (Shop in Shopping) da empresa no país consiste na degustação dos produtos HTC, com distribuição de material informativo impresso, vídeos demonstrativos, promotores treinados e, muito em breve, a possibilidade de venda dos modelos expostos.


Fonte


TyTN II na Wikipedia
Site Oficial
GSMArena.com Review

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Domingo, Abril 20, 2008

Preto e branco




    Luis Fernando Veríssimo



"Escrevo peças porque escrever diálogos é a única maneira respeitável de você se contradizer." Tom Stoppard Um palco vazio. Entram dois homens, um vestido de preto e o outro vestido de branco. Eles representam os dois lados do Autor. Isso a platéia já sabe porque está escrito no programa. Pelo Autor. Ou por um dos lados do Autor, já que o outro era contra. Na sua opinião, dar muitas explicações para a platéia subverte o misto de cumplicidade e hostilidade que deve existir entre palco e público, e nada destrói este clima mais depressa do que o público descobrir que está entendendo tudo.

HOMEM DE BRANCO - Preto.

HOMEM DE PRETO - Branco.

BRANCO - Por que não uma mistura dos dois?

PRETO - Vem você com essa sua absurda mania de conciliação. Essa volúpia pelo entendimento. Essa tara pelo meio-termo!

BRANCO - Se não fosse isso, nós não estaríamos aqui. Foi minha moderação que nos manteve longe de brigas. Foi minha ponderação que nos preservou. Se eu fosse atrás de você...

PRETO - Nós teríamos vivido! Pouco, mas com um brilho intenso.

Teríamos dito tudo que nos viesse à cabeça. Distinguido o pão do queijo com audácia. Colocado pingos destemidos em todos os "is". Dado nome e sobrenome a todos os bois!

BRANCO - Em vez disso, fomos civilizados. Isto é, e cordatos.

PRETO - E temos os tiques nervosos para provar.

BRANCO - Você preferiria ter dito a piada que magoaria o amigo? A verdade que destruiria o amor? O insulto que nos levaria ao setor de traumatismo do Pronto Socorro?

PRETO - Preferiria. Para poder dizer que não me calei. Para poder dizer "Eu disse!"

BRANCO - Ainda bem que não é você que manda em nós.

PRETO - Não, é você. Sempre fazemos o que você determina. Ou não fazemos. Não dizemos. Não vivemos! Estou dentro de você, fazendo, dizendo e vivendo só em pensamento. Se ao menos eu pudesse sair aos sábados...

BRANCO - Para que, para nos matar? Pior, para nos envergonhar?

PRETO - Melhor se envergonhar pelo dito e o feito do que pelo não dito e o adiado. Você sabe que cada soco num homem não dá encurta a sua vida em dezessete dias? E cada vez que um homem pensa em sair dançando um bolero na rua e se controla, seu fígado aumenta? E cada...

BRANCO - Bobagem. Ainda bem que eu sou o verdadeiro nós.

PRETO - Não, eu sou o verdadeiro você.

BRANCO - Você só é nós em pensamento. Você é a minha abstração.

PRETO - Sou tudo o que em nós é autêntico. Ou seja: você é a minha falsificação.

BRANCO - Mas quem aparece sou eu.

PRETO - Então o que eu estou fazendo neste palco, e ainda por cima de malha justa?

BRANCO - Você só está aqui como uma velha tradição teatral, o interlocutor providencial. Um artifício cênico, para o Autor não falar sozinho.

PRETO - Quer dizer que eu só entrei em cena para dizer...

BRANCO - Branco. E eu...

PRETO - Preto. Por que?

BRANCO - Para mostrar à platéia que todo homem é a soma, ou a mescla, das suas contradições. Que no fim o destino comum de todos não é ser branco nem preto, é ser cinza. E não estou falando em cremação.

PRETO - Mostrar a quem?

BRANCO - À pla... Onde está a platéia?!

PRETO - Foram todos embora.

BRANCO - Porque não entenderam o nosso diálogo?

PRETO - Porque entenderam. Eu não disse?



Fonte: Blog do Noblat

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Sábado, Abril 05, 2008

Hong, a Aliá Pintora. Impressionante!





A artista se chama Hong, nasceu na Tailândia e tem 8 anos de idade. Começou a pintar aos 6 anos.

YouTube
The Asian Elephant Art & Conservation Project
The Elephant Art Gallery

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Terça-feira, Abril 01, 2008

Olha o perigo!


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Celular deve matar mais que o cigarro, diz médico



O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças.

O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele, há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

"Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova", afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália, no estudo.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o de fumantes, afirmou ele ao jornal "The Independent".

Processo lento

Para Khurana, ainda não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de "incubação" --tempo entre o início da utilização do aparelho e o diagnóstico do câncer em um indivíduo -- dura de dez a 20 anos.

"Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro", diz ele.

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas evitem ao máximo o uso do celular, dando preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de Bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça.

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu "prudência" no uso de celular pelas crianças, apesar de não ter dados científicos que comprovem os malefícios do aparelho para a saúde.

O ministério pediu que as "famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos", lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente pelas crianças, "que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento".





Fonte:Folha Online

Quinta-feira, Março 27, 2008

Tibet


Copy&Paste do Le Monde Diplomatique

"GENOCÍDIO CULTURAL"

Tibete, ameaça à China?


A recusa de Pequim ao diálogo com o Dalai Lama não tem razões econômicas: está relacionada ao impulso nacionalista e ao temor de que a revolta agudize tensões hoje contidas na China. Mas tal postura tende a radicalizar a juventude tibetana e atiçar conflitos que outras potências desejam...

Roberto Cattani

Em seu livro ‘Bestas, Homens e Deuses’, F. Ossendowsky conta um episódio por ele testemunhado em 1920, quando fugia da Revolução Russa rumo ao Tibete. Na estepe do que hoje seria o Quirguistão, um monge budista a cavalo, com o crânio raspado e a tradicional túnica amarela e roxa tibetana, atacava a galope os acampamentos do exército bolchevique, cortando as cabeças com uma espada e semeando o terror entre os soldados russos (teoricamente comunistas, mas ainda muito supersticiosos). O monge misterioso nunca foi preso, nunca foi morto, e nunca se soube quem era de verdade; mas ele se tornou uma lenda da resistência dos povos da Ásia Central à maré vencedora do que para a cultura local era “a barbárie russa” e “a abominação bolchevique”, atéia e materialista.

Pensei no relato de Ossendowsky lendo a notícia que dias atrás alguns jovens tibetanos atacaram a cavalo, armados de espadas (!), os soldados chineses que sitiavam o mosteiro Bumying, no Sichuan (uma das quatro províncias chinesas que faziam parte do Tibete pré-1950, nas quais ainda vivem muitos tibetanos), um dos que hastearam a bandeira do Tibete livre. Não pode ser coincidência. Esses jovens decidiram reencarnar o lendário monge vingador. O passado não morreu no Tibete, ele está bem presente e vivo. Da mesma forma que o opressor contra o qual lutar é no fundo o mesmo, o imperialismo militar e cultural da Rússia e da China, os grandes vizinhos que cercam a Ásia Central. A ideologia (pelo menos teórica) que os russos usavam e os chineses ainda usam para justificar a invasão ainda é a mesma, a "ditadura do povo" (do povo dominante, do ponto de vista étnico, para usar as categorias gramscianas).

Também não é coincidência que a linguagem usada pelo governo chinês para atacar o Dalai Lama seja a mesma retórica de milênios atrás. “Um lobo vestido de monge”, “um monstro com cara humana, mas coração de fera”, parecem definições bastante improváveis e até ridículas para se referir ao Dalai Lama — mas é assim que o chamou Zhang Qingli, secretário comunista de Lhasa, em resposta aos apelos ao diálogo do líder espiritual em exílio. “As autoridades chinesas e tibetanas ligadas ao regime chinês precisam criar um inimigo transformando a imagem de um campeão de moderação, como o Dalai Lama, num ser mítico hediondo, sem nenhum nexo com a realidade", escreveu em Foreign Affairs Song Yongyi, professor de História da China moderna da universidade da Califórnia. Para conseguir fazer isso, avalia, "eles acabam utilizando o velho vocabulário maoísta, que por sua vez já era derivado de uma mistura de invectivas da tradição popular chinesa e de retórica do marxismo clássico. Parece até que voltaram para a época sombria da Revolução Cultural”.


Genocídio cultural quer dizer, hoje, hipermercados (chineses), bancos (chineses), eletrônica (chinesa), restaurantes e hotéis (para chineses) invadindo as cidades tibetanas


O Tibete deveria ter sido tombado por inteiro há décadas, pela Unesco, como Patrimônio da Humanidade. Seus mosteiros guardavam um imenso tesouro de fé, sabedoria e práticas religiosas que foi saqueado, dispersado e sistematicamente destruído pelos ocupantes maoístas durante décadas. O pouco que sobra hoje é minado pela modernização forçosa e sub-reptícia. Genocídio cultural quer dizer hoje as barulhentas comitivas de turistas chineses, vulgares e arrogantes, visitando como um lugar exótico o Palácio Potala, antigo mosteiro-mor e residência oficial do Dalai Lama e outros lugares sagrados do budismo tibetano. Quer dizer também hipermercados (chineses), bancos (chineses), eletrônica (chinesa), restaurantes e hotéis (para chineses) invadindo as cidades tibetanas. Quer dizer a ferrovia recém-inaugurada entre Pequim e Lhasa, na qual, além dos trens de carga, deverá viajar “o trem mais luxuoso do mundo”, segundo a propaganda, com “suítes cinco estrelas” para os turistas globais. Um detalhe: os vagões serão blindados, com vidros a prova de bala. Nunca se sabe...

Talvez só a Vaticano contenha um patrimônio cultural-religioso comparável aos tesouros guardados antigamente nas gigantescas lamaserias da Himalaia, onde milhares e milhares de monges produziam e conservavam obras-primas. A diferença é que o Tibete era − e só em parte ainda é − um país inteiro que vivia exclusivamente em função de seu sistema religioso, para sustentá-lo e eternizá-lo, sistema que proporcionava ao Tibete uma unidade fortíssima e identidade cultural milenária. Por isso mesmo, os chineses aplicaram-se, desde 1950, a destruir 70% dos mosteiros e matar metade dos monges tibetanos, obrigando finalmente o Dalai Lama ao exílio graças a uma fuga aventurosa, depois de muitas ameaças. Por isso, o Dalai Lama é a maior autoridade religiosa tibetana, e ao mesmo tempo seu único grande líder político.

O budismo, a cultura oriental e a cultura do mundo todo perderam no saque do Tibete. Mas a comunidade internacional não mexeu um dedo — assim como não nada fez na Armênia, em Biafra, Ruanda, e continua não fazendo no Darfur, etc. Vender Mercedes e Windows para os chineses é bem mais prioritário.

O paradoxo do risco que os chineses estão correndo diante da opinião pública internacional, às véspera dos Jogos Olímpicos, é que o Tibete é um país onde há pouquíssima gente, só montanhas e desertos, e praticamente nenhuma riqueza conhecida — a não ser o imenso patrimônio cultural-religioso. É puro imperialismo nacionalista. Os tibetanos são hoje 6 milhões, para um território do tamanho da Europa. Na época da ocupação chinesa, em 1950, eram 5 milhões: os chineses mataram 1,2 milhões, anexaram à China um terço do Tibete e ocuparam o resto, empossando um regime fantoche de comunistas tibetanos. Hoje, o Tibete representa 28% do território chinês, enquanto os tibetanos representam 0,5% da população.


Da brutalidade no Tibete transparece o temor do governo, de que a religião possa se tornar o estopim de reivindicações dentro da própria sociedade chinesa


Contudo, na China há, sem contar os tibetanos, 150 milhões de budistas maaiana devotos, que podem praticar seu culto com relativa liberdade, desde o fim oficial do maoismo. Da brutalidade no Tibete transparece o temor do governo chinês de que a religião possa se tornar o estopim de reivindicações dentro da própria sociedade chinesa. Como acontece cada vez mais em outras partes do mundo, a fé e o movimento político-religioso passariam a ser a base para uma demanda de alternativa social. É interessante lembrar que em 1979, no auge da abertura pós-maoista do regime chinês, Deng Xiaoping convidou para uma visita oficial no Tibete o irmão do Dalai Lama, para iniciar um diálogo. A chegada do irmão do líder bastou para desencadear um entusiasmo delirante na população tibetana. As manifestações de acolhida logo se transformaram em passeatas nacionalistas anti-chinesas, aos gritos de "Tibete independente" e "Fora os chineses".

O diálogo com o Dalai Lama congelado até hoje. Foi o atual presidente da República Popular da China, Hu Jintao, então governador justamente do Tibete, quem esmagou, em 1989, com um massacre, outro levante nacionalista, três meses antes dos protestos na praça Tienanmen. A incapacidade de qualquer abertura ao diálogo com o Dalai Lama e com a sociedade tibetana não-subserviente é um sinal de nervosismo − e, no fundo, de fraqueza − do regime chinês, amplificado pela proximidade dos Jogos Olímpicos.

“Há uma discriminação clara dentro do Tibete: em sua própria terra, os tibetanos são tratados como cidadãos de segunda classe. É uma situação muito negativa, que as autoridades locais endureceram mais ainda nos últimos tempos. Os monastérios são cerceados com restrições crescentes e os monges têm até que passar por uma reeducação política. Pelo que sabemos, através dos tibetanos que se refugiam no exterior, 95% da população tibetana está muito, muito ressentida e magoada”, afirmou há duas semanas o Dalai Lama.

Os tibetanos acompanharam os acontecimentos da revolta no Myanmar no ano passado com uma participação que beirava a identificação: as destemidas iniciativas dos monges budistas birmaneses serviram de choque despertador e depois de exemplo para a parte mais revoltada da sociedade tibetana. Há meses, justamente depois da revolta no Myanmar, a repressão chinesa foi intensificada, com prisões, torturas e deportações de monges fiéis ao Dalai Lama. Qualquer tomada de posição do líder budista, no sentido de um apelo à revolta − ou mesmo só à resistência social − repercutiria para muito além das fronteiras tibetanas, no interior da China, onde a religião tem de novo uma presença muito forte, depois de décadas de quase aniquilação. Mas o próprio Dalai Lama insiste em preferir o caminho da não-violência, tentando tratar com as autoridades chinesas que o desprezam publicamente.


Parte dos estudantes tibetanos escolheu claramente a resistência passiva, com passeatas e sit-in. Outra, radicalizada e materialista, não considera mais necessariamente o Dalai Lama como o guia.


Não é impensável que justamente a moderação do Dalai Lama (em confortável exílio na Índia), perante os odiados Han [1] e sua humilhação como símbolo do Tibete tenham exacerbado, entre os mais revoltados jovens tibetanos, a tentação de lançar uma "intifada budista". Uma parte dos estudantes tibetanos escolheu claramente a resistência passiva, com passeatas e sit-in, em resposta aos apelos do Dalai Lama. Outra − uma porção importante, pelo que tudo indica − não considera mais necessariamente o Dalai Lama como o guia. As novas gerações, crescidas debaixo da opressão chinesa sem conhecer o período da independência, o vêem como uma voz longínqua e não uma presença atuante na realidade do Tibete. Os jovens tibetanos de hoje foram educados em escolas e faculdades onde a religião é constantemente criticada e negada: apesar do ódio contra os chineses, eles foram inevitavelmente influenciados pela mentalidade materialista e modernizadora imposta pelo regime regional pro-chinês liderado por Qiangba Puncog.

“Não nós revoltamos contra a ocupação por ordem do Dalai Lama. Somos a expressão da vontade popular. Esta é a luta dos tibetanos contra a ocupação ilegal chinesa, e essa luta nada tem a ver com as ofertas de paz e diálogo do Dalai Lama”, escreveu uma mão desconhecida numa mensagem discretamente entregue por um monge a um membro de uma ONG internacional expulso do Tibete. Poderia ser uma forma de preservar o Dalai Lama das acusações chinesas, mas é mais provável que seja mesmo o sinal de uma cisão dentro da sociedade tibetana, uma ‘guerra de gerações’ como já aconteceu na Palestina entre OLP e Hamas (com a diferença fundamental que os velhos são ligados à religião e os jovens são contra, ao oposto dos palestinos). É por isso que o próprio Dalai Lama se diz incapaz de impedir ou controlar os protestos atuais; essa impotência é um dos elementos novos da crise atual.

Críticas ao Dalai Lama, e principalmente ao seu programa de "autonomia limitada" do Tibete, sob a tutela armada chinesa, foram formuladas abertamente por Tsewang Rigzin, 37 anos, líder do Congresso Juvenil Tibetano (TYC), que prega a independência total da China, como antes de 1950. Rigzin ideou e lidera a marcha de protesto dos tibetanos em exílio na Índia rumo ao Tibete, que deve concluir-se dentro de três meses (logo antes das Olimpíadas), sem que ninguém saiba até onde poderá chegar e o que acontecerá com ela.

O perigo imediato é a deslegitimação da autoridade do Dalai Lama − deslegitimação interna mais do que internacional. O resultado (lembrando-se o início do artigo) poderia ser o nascimento de uma guerrilha urbana tipo Intifada, ou outra inspirada mais nos Talibãs, desfrutando o labirinto de montanhas, vales inacessíveis e cavernas da Himalaia. Uma possibilidade ainda remota, por falta de qualquer apoio internacional, pelo menos por enquanto. Se a crise perdurar, e os tibetanos se mostrarem capazes de sustentar sua rebelião durante alguns meses (digamos, até os Jogos Olímpicos), o apoio (clandestino e secreto) poderia surgir e crescer. Índia, Rússia e Estados Unidos adorariam ver os chineses embrenhados numa custosa e impopular luta anti-guerrilha, como eles próprios enfrentam na Cachemira, na Tchetchenia e no Afeganistão. Seria uma excelente ocasião para observar a força real das forças armadas chinesas. O povo tibetano e seu genocídio cultural são um mero detalhe no brave new world globalizado.



[1] Os Han são a etnia dominante na China. Chamar a todos de "chineses" é o mesmo tipo de generalização de quando se usava o termo "russos" para indicar os habitantes da União Soviética toda.



Valeu a dica, Angela :)

Sexta-feira, Março 21, 2008

Água e Metano em planeta fora do Sistema Solar


Copy&Past:

A atmosfera de um planeta extra-solar, a 63 anos-luz de distância, na constelação Vulpecula, contém metano e vapor d'água, segundo uma pesquisa publicada hoje pela revista científica 'Nature'. O estudo dos cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia e da Universidade do Arizona (Estados Unidos) ajuda a ter uma idéia melhor sobre os processos químicos e atmosféricos do planeta extra-solar, chamado HD189733b.

Pesquisas anteriores sugeriam que poderia haver água na atmosfera do corpo celeste, mas este estudo confirmou e detectou também a presença de metano, embora não tenha sido encontrado monóxido de carbono, substância que os cientistas acreditavam ser abundante na camada superior da atmosfera. Graças ao telescópio espacial Hubble, que utilizou uma técnica de ondas infravermelhas para determinar o espectro da transmissão, foram captadas alterações químicas nas condições atmosféricas que permitiram aos cientistas reunir informações-chave para confirmar a presença de metano e vapor d'água.

O HD189733b foi descoberto em 2005 por um grupo de astrônomos do Observatório de Genebra, e foi o nono a ser detectado graças às observações 'de passagem', que medem oscilações periódicas da luminosidade de uma estrela estável. Observações posteriores descobriram que o planeta, apesar do grande tamanho, completa a sua órbita em pouco mais de dois dias. O planeta tem uma massa 15% superior à de Júpiter, e os astrônomos calculam que sua temperatura seja de várias centenas de graus.




Fonte

Quinta-feira, Março 13, 2008

Orbit Wheel




Veja os videos no YouTube


Fonte


Sábado, Fevereiro 02, 2008

Logo










Carnaval


Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

Golfinhos brincando com aneis de ar





Valeu pela dica Tarik :)

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

Paulo Autran: Quadrante



Quadrante da fase BandNews. Imperdível!








Copy&Paste da Rádio Mec:



"Para falar a verdade, eu nunca pensei em rádio na minha carreira. Eu sou um ator de teatro. Fiz televisão acidentalmente, fiz rádio por convite e nunca pensei num programa de rádio, nunca criei projeto algum, nesse sentido. Comecei a trabalhar na Rádio MEC, em 1957, a convite de Murilo Miranda que, então, dirigia a Rádio. Ele era um homem que tinha trânsito por todos os meios intelectuais do país. Era amigo pessoal de Mário de Andrade, que já tinha morrido nessa época. Existem até as cartas de Mário para ele e dele pra o Mário, maravilhosas. Era um homem com uma visão sobre cultura extraordinária. E ele teve então a idéia de fazer o programa Quadrante, que eram cinco minutos em que eu lia crônicas. E os cronistas eram a nata da inteligência do Rio de Janeiro. Era Carlos Drummond, Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, enfim, um para cada dia da semana. Então era um programa privilegiadíssimo. Durava no máximo cinco minutos, que era o tempo de leitura de uma crônica. Ia ao ar às oito horas da noite, e era repetido no dia seguinte, ao meio-dia. Era um dos programas de maior audiência. O sucesso do Quadrante foi uma coisa extraordinária, na época, porque a Rádio MEC nunca teve a pretensão de rivalizar com nenhuma rádio comercial - é uma rádio que sempre se dedicou mais às coisas culturais e sabia, portanto, que teria menos ouvintes, habitualmente. Foi a primeira vez na história da Rádio em que um programa teve maior audiência que os programas das rádios comerciais. Às vezes eu falava com alguém pelo telefone e a pessoa perguntava: "Não é o Paulo Autran?", e eu dizia "Como é que você sabe?", e ela: "Estou reconhecendo sua voz da Rádio MEC." Isso aconteceu inúmeras vezes.
Quando foi editado o livro Quadrante, na noite de autógrafos compareceram todos os cronistas, e o Carlos Drummond escreveu uma das coisas que mais me envaidece na minha carreira. Ele escreveu "Para o Paulo Autran, que transformou em arte todos esses meus modestos trabalhos." Pode até ter sido ironia dele, mas não era. Ele era muito sincero, uma pessoa extraordinária.
Quando veio o golpe militar, a Rádio MEC caiu nas mãos de um senhor chamado Eremildo Viana, que, se tinha cultura não demonstrava, se tinha algum conhecimento não demostrava. Ele queria mesmo era acabar com todo e qualquer programa que tivesse liberdade artística de escolha ou qualquer coisa assim. E então ele acabou com o Quadrante. A essa altura eu já tinha vários anos de Rádio MEC, já estava como funcionário público da Rádio, e continuei a participar de outros programas, lendo sempre crônicas ou trabalhos de alguém. Ele quis, então, me obrigar a cumprir um horário, e eu lhe disse que era impossível. Os outros funcionários da casa achavam um absurdo, pois sabiam que eu trabalhava com teatro. Então o Eremildo começou a me atribuir outras funções. Um dia, quis que eu lesse uma crônica a respeito de um novo pintor. A crônica era assinada por um rapaz do Rio de Janeiro e dizia coisas inacreditáveis a respeito do pintor. Que era um pintor jovem, musculoso, de olhos verdes, e eu lhe disse que não poderia ler aquela crônica, pois ela parecia uma declaração de amor e não uma crônica sobre pintura. E não li a crônica. Ele não podia me demitir, mas continuou me dando coisas completamente desinteressantes para ler no microfone, e eu acabei pedindo demissão da Rádio Ministério da Educação, contra a vontade dos colegas.
Esta foi a minha passagem pela Rádio MEC, uma passagem muito agradável, de glórias, até o golpe de 64, e, depois, uma coisa meio constrangedora.


Entrevistado por Lívia Rosa, em 18/02/1999"



Fonte: Arquivos Sonoros



PS: Estou achando mais gravações do programa e vou atualizar o player com novos poemas e crônicas.

Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

Nasa 2012






Diminuição recorde do gelo perene em 2007

Crítica ao comportamento da mídia

Aquecimento global

Efeito Estufa

Trânsito de Vênus

2012 no portal Nasa

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Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Dexter


Dexter
Site Oficial

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