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terça-feira, julho 27, 2004

Copy&Paste:

Segredo de Estado?




A revista UFO está com uma campanha interessante para pedir ao Governo a liberdade das informações.

Os militares escondem o que sabem... Será que existe aí algum tipo de pressão do Tio Sam? =:-o
Nesse caso, sugiro aos ufólogos brasileiros convocarem o Michael Moore!
Eu acredito em INTRATERRENOS, no interior de GaiaPesquisadores, estudiosos, autores, conferencistas, entusiastas, ativistas e interessados por Ufologia pedem numa só voz que o Governo encerre sua política de sigilo aos UFOs. É hora de admitir o que se sabe sobre as constantes observações de objetos voadores não identificados em nossos céus e os numerosos registros de sua atuação em nosso Território. Os ufólogos civis brasileiros pedem que a Ufologia seja oficialmente tratada e reconhecida, a exemplo do que ocorre em países como França, Espanha, Bélgica, China, Uruguai, Chile e, agora, México.
Participe aqui!



Este foi o último post do FerVil e a minha homenagem a ele.
Leia aqui.


internETC.



A gatinha Pipoca que foi levada do prédio da Cora foi encontrada :) A história toda parece uma novela!!


Soube da notícia no Em Questão.

Animação bacaninha :)




Trouxe do Sérgio Maggi

domingo, julho 18, 2004

[ Burbubook ]



Trinta artigos sobre cinema, literatura, internet, música, pintura, quadrinhos e teatro reunidos em um ebook. Presente do [ burburinho ] :)

Baixe o seu aqui.

terça-feira, julho 13, 2004

A Moça Tecelã

Por Marina Colasanti




Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.


Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.



Fonte: Projeto Releituras

sábado, julho 10, 2004

(in) Segurança na Rede

Se você está preocupado (se não está, deveria) com as notícias em relação à insegurança do Internet Explorer e quer experimentar outros navegadores bem mais seguros, dá uma olhada na lista abaixo:

Firefox: Mac - PC
Opera: Mac - PC
Mozilla: Mac - PC
Netscape: Mac - PC
Safari: Mac
Camino: Mac
iCab: Mac

sábado, julho 03, 2004


Trecho de I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias.


Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.

Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.

Já vi cruas brigas,
De tribos inimigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
Nas ondas mendaces
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.

Andei longes terras
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimoréis;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes — escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.

E os campos talados,
E os arcos quebrados,
E os piagas coitados
Já sem maracás;
E os meigos cantores,
Servindo a senhores,
Que vinham traidores,
Com mostras de paz.

Aos golpes do imigo,
Meu último amigo,
Sem lar, sem abrigo
Caiu junto a mi!
Com plácido rosto,
Sereno e composto,
O acerbo desgosto
Comigo sofri.

Meu pai a meu lado
Já cego e quebrado,
De penas ralado,
Firmava-se em mi:
Nós ambos, mesquinhos,
Por ínvios caminhos,
Cobertos d’espinhos
Chegamos aqui!

O velho no entanto
Sofrendo já tanto
De fome e quebranto,
Só qu’ria morrer!
Não mais me contenho,
Nas matas me embrenho,
Das frechas que tenho
Me quero valer.

Então, forasteiro,
Caí prisioneiro
De um troço guerreiro
Com que me encontrei:
O cru dessossêgo
Do pai fraco e cego,
Enquanto não chego
Qual seja, — dizei!

Eu era o seu guia
Na noite sombria,
A só alegria
Que Deus lhe deixou:
Em mim se apoiava,
Em mim se firmava,
Em mim descansava,
Que filho lhe sou.

Ao velho coitado
De penas ralado,
Já cego e quebrado,
Que resta? — Morrer.
Enquanto descreve
O giro tão breve
Da vida que teve,
Deixai-me viver!

Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter.
Guerreiros, não coro
Do pranto que choro:
Se a vida deploro,
Também sei morrer.




quinta-feira, julho 01, 2004

SPY X SPY


Method Studios


Fonte: MilkandCookies

O Gmail no seu desktop

Duas ferramentas que avisam quando há nova mensagem no seu Gmail:


GTray (pc)

gCount (mac)

Espinafre pode fornecer energia para computador



São Paulo - Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, desenvolveram células elétricas com proteínas retiradas do espinafre, que podem fornecer energia para equipamentos como computadores e celulares, segundo o site da revista Nature. As células de energia utilizam proteínas fotossintéticas entre duas camadas de material condutivo. Elas convertem luz em energia elétrica e, de acordo com os pesquisadores, poderiam ser fabricadas a baixo custo. O estudo foi publicada na última edição da Nano Letters, revista da Sociedade Química Americana, sob o título 'Integração de Complexos Moleculares de Proteína Fotossintética a Aparelhos Eletrônicos de Estado Sólido'.

As proteínas são retiradas dos cloroplastos das folhas do espinafre, estruturas onde acontece a fotossíntese (transformação de luz em energia). O maior desafio vencido pelos pesquisadores do MIT foi desenvolver um método para que as proteínas continuassem ativas depois de retiradas da planta. Em laboratório, as células geraram energia por até 21 dias. Os pesquisadores ainda buscam alternativas de maior duração. Segundo a Nature, as células conseguem converter cerca de 12% da energia luminosa absorvida em eletricidade. Os pesquisadores consideram possível atingir 20% de eficiência, o que tornaria as células de proteína vegetal mais eficientes que as de silício, já no mercado, que convertem luz solar."


Fonte: Renato Cruz do Estadão.